Viabilidade de sementes de guabijuzeiro em armazenamento

Autores

  • Jéssica Scalet Alves de Oliveira Hossel Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Cristiano Hossel Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Américo Wagner Júnior Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Keli Cristina Fabiane Instituto Federal de Santa Catarina
  • Idemir Citadin Universidade Tecnológica Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5935/PAeT.V9.N2.09

Palavras-chave:

Myrcianthes pungens, qualidade fisiológica, guabiju.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade fisiológica para germinação das sementes de guabijuzeiro durante 12 meses de armazenamento em condições de controladas e de ambiente natural. Os trabalhos foram realizado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Dois Vizinhos. Foram utilizadas sementes de frutos maduros de guabijuzeiro. No experimento 1, o delineamento experimental inteiramente casualizado, com 3 repetições e 50 sementes por parcela. As sementes foram secadas a 25ºC durante 0, 6, 12, 24, 48, 72, 96, 120, 144 e 168 horas. No experimento 2, o delineamento experimental foi de blocos ao acaso, com fatorial 2 x 12 (local de armazenamento x período de armazenamento), com 3 repetições e 50 sementes por parcela. As sementes foram armazenadas em dois ambientes, em temperatura ambiente e em temperatura controlada à 6°C. Os períodos de armazenamento corresponderam a 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, 210, 240, 270, 300 e 330 dias. Para ambos experimentos, após cada período de armazenamento, as sementes foram semeadas em caixas Tetrapak®, utilizando areia como substrato e colocadas em casa de vegetação. Aos 100 dias após a semeadura, avaliou-se a emergência (%) e IVE. Manteve-se o teor de umidade das sementes de guabijuzeiro acima de 80%, conseguindo-se manter respostas de 80% de viabilidade. Em geral, visualiza-se as sementes de guabijuzeiro podem ser armazenadas por até 180 dias em condição de baixa temperatura e 60 dias em condição natural, sem que haja total perda de viabilidade e para que se obtenha resultados de emergência superiores a 50%.

Biografia do Autor

Jéssica Scalet Alves de Oliveira Hossel, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Graduanada em Agronomia

Cristiano Hossel, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutorando em Agronomia

Américo Wagner Júnior, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Professor de Fisiologia Vegetal

Keli Cristina Fabiane, Instituto Federal de Santa Catarina

Professora de Microbiologia

Idemir Citadin, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Professor de Fruticultura.

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Publicado

17-10-2016

Edição

Seção

Artigos